
Chego de Roma a Lisboa e a primeira coisa que vejo à frente da minha casa é o novo cartaz da Manuela Ferreira Leite, eu que tinha deixado a capital de Portugal inundada das assinaturas do Vital Moreira.
A Manuela Ferreira Leite, líder pouco carismática sem capacidade nenhuma de falar para as massas, é uma pessoa vista com uma certa desconfiança, isso tudo é verdade. Ninguém gosta do colar de pérolas, já Condoleezza Rice fazia deste uma marca e a Margareth Teacher combinava-o com os seus blazers, ou seja típico do conservadorismo politico feminino. Mas eu quero lá saber se o colar fica bem ou fica mal, estou mais preocupada com a crise.
No Semanário Expresso desta semana, havia um artigo, ou melhor um comentário, pouco simpático a este cartaz, feito por publicitários, exprimindo a sua abastada neutralidade e simplicidade. Eu até acho que isto não é mau de todo, porque o eleitorado português, numa maneira geral como o europeu, e graças a Deus ao contrário do americano, têm uma visão menos emotiva das eleições. Esse pragmatismo foi notório na péssima campanha eleitoral de Manuel Maria Carrilho e do menino Dinis e da mãe Barbara Guimarães.
Já estou farta de ouvir sempre a mesma conversa que não deixa de ser irracional, a MFL não é uma boa politica porque não sabe conquistar o povo, então segundo este silogismo podíamos por Cristiano Ronaldo à frente de um partido? Mas afinal o que esperam da MFL? Querem um líder que saiba falar para as massas? Querem ser as massas? Hitler também falava bem. Um líder que saiba contar mentiras, fala sempre bem, engana sempre bem.
Se há coisa que MFL tem é transparência e não ter medo de expor as suas ideias mesmo que estas não sejam favoráveis para a campanha, isso é admirável e muito raro.
Não quero um Primeiro Ministro fruto de marketing politico ou criação de um Luís Paixão Martins.
Já agora, eu gosto do cartaz.