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terça-feira, 19 de maio de 2009

Ainda não





A reunião deste ano do Clube Bilberberg* ocorreu na Grécia entre 14 e 17 de Maio. As personalidades portuguesas convidadas foram:


-Francisco Pinto Balsemão
-Manuela Ferreira Leite
-Manuel Pinho



Isto merece dois comentários: em primeiro lugar alguém devia avisar os senhores do clube que Manuela Ferreira Leite ainda não é a chefe do executivo; em segundo lugar, o que raio está lá a fazer o mais recente comercial da farinha Maizena??





*"O Clube de Bilderberg é uma conferência anual não-oficial cuja participação é restrita a um número de 130 convidados, muitos dos quais são personalidades influentes no mundo empresarial, acadêmico, mediático ou político. Devido ao fato das discussões entre as personalidades públicas oficiais e líderes empresariais (além de outros) não serem registadas, estes encontros anuais são alvo de muitas críticas (por passar por cima do processo democrático de discussão de temas sociais aberta e publicamente) e de inúmeras teorias da conspiração."

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Novo blog para acompanhar: PAPA MYZENA


Este é um blog de gente muito competente, na defesa de uma nova politica, de uma politica de verdade. Lá podem ler-se p. exemplo André Abrantes Amaral....Papa Myzena, para quem gosta de uma política Jovem.

domingo, 10 de maio de 2009

Manuela Ferreira Leite em entrevista ao i


  • O PSD

"O PSD está melhor agora do que estava quando ganhou a liderança, no Verão de 2008?

Estou absolutamente convicta de que está melhor e não há ninguém, mesmo de fora, que não o entenda: o PSD tem um objectivo, as pessoas estão motivadas, está bastante mais credibilizado do que estava. Tanto assim é que a forma como encaram todas as iniciativas e propostas do PSD, é própria de quem receia o PSD...

Eles, quem?

As oposições, mas muito especialmente o governo...(...)"


  • O passado
"(...)Evocou há pouco os três anos de poder do PSD. Que sobra hoje deles? Se voltasse atrás faria o mesmo?

Exactamente o mesmo. Estou absolutamente convicta de que aquilo que propusemos era o que o país precisava. E que o governo socialista veio, aliás, confirmar. Não há ninguém que diga que a política que estava a ser seguida era incorrecta.(...)"

  • A renovação
"(...)Voltando às escolhas: quais já teve de fazer no PSD?

A da competência, por exemplo. A da renovação. Tenho tido sempre uma enorme preocupação em contribuir para que a imagem do partido ? e o próprio partido ? melhorem no seu funcionamento e aí há dois aspectos fundamentais: tentar de alguma forma que as escolhas sejam por qualificação dos protagonistas. E veja a propósito a escolha da comissão política nacional do partido: um conjunto de grandes quadros do PSD! Mas, quando aqui entrei, tive a preocupação - que irei manter até ao fim - de contribuir para que o PSD se renove e rejuvenesça. Julgo que tenho feito os possíveis...

Onde estão os sinais disso?

Na escolha do Paulo Rangel para cabeça-de-lista às eleições europeias, por exemplo. É um evidente sinal de rejuvenescimento e renovação ter escolhido alguém totalmente independente da vida política, que não precisa da vida política para ter a sua profissão e a sua independência. É com preocupações desta natureza que se pode contribuir para que a imagem dos políticos melhore.

Paulo Rangel é exemplo de uma escolha de renovação. Então e Santana Lopes, que não implica renovação nenhuma? Nunca aplaudiu o seu modo de fazer política, nunca o defendeu como primeiro-ministro. Tem a noção de que o país, no mínimo, se espantou?

As escolhas das candidaturas autárquicas pressupõem um processo diverso, são feitas pelas distritais. Embora cabendo-me a última palavra, não tinha nenhum argumento sólido para vetar o seu nome...(...)"


  • A motivação
"(...)Apercebi-me que se perder a aposta com Rangel, a vida continua e a Dra. Manuela também, desmentindo até quem diz que esta liderança tem sido uma cruz. Mas olhando para si e para a sua segurança política...

Cruz? Não tem sido cruz nenhuma! Estou bastante empenhada, muito motivada e até lhe digo mais: estou muito entusiasmada! Nós queremos ganhar as eleições e tenho dificuldade em imaginar outra coisa. Se por qualquer motivo esse cenário não se verificar, continuo a considerar que o Paulo Rangel é um excelente candidato, que foi o que melhor resultado conseguia obter e, repito, o que dá uma imagem de renovação do partido.

Assume-se como católica e no entanto essa dimensão não a fez desaguar naturalmente na democracia-cristã, mas na social-democracia. Que peso ou influência tem essa dimensão cristã na actividade política? São compartimentos estanques, ou esses valores encenam de algum modo a sua actividade diária na política?
Não são nada questões estanques, antes verdadeiramente condicionadoras da minha actividade.

Em que sentido?

No sentido de serem as questões que mais me preocupam. A solidariedade social, apoiar os mais desprotegidos, a procura de uma política em que esteja mais presente, cada vez mais presente, a justiça social. Nada disso me é indiferente.

Quem a conduziu à social-democracia?

Para mim teve uma enorme influência no facto de ter escolhido este partido e não outro, a figura do seu primeiro líder. Sá Carneiro, que era um social-democrata, exerceu uma imensa influência em mim. Identifiquei-me muito com ele, aprendi muito com ele, foi um exemplo. E mantém-se hoje uma referência. Como o Prof. Cavaco Silva.(...)"

  • O voto no PSD
"(...)Dê-me duas, três razões que ditem uma preferência no voto no PSD liderado por si e não no PS de Sócrates?

Um: o facto de considerar que, tal como tenho insistido, há aqui uma política de verdade. Detesto política de fantasias. Dois: não faço promessas que nunca pensarei executar. Três: acredito que o projecto do PSD para o país é aquele que conduzirá ao seu crescimento e ao bom combate contra a crise. O PS já provou o contrário.(...)"

  • O bloco central
"(...)Seja sob que forma for, os portugueses já praticamente interiorizaram uma coligação futura, de que o seu partido será certamente um dos protagonistas. Se o Presidente da República promover um bloco central, dir-lhe-á que não?

Tenho muita dificuldade em responder a essa pergunta em termos tão gerais... A pergunta não pode ser mais concreta. Primeiro, não advogo a necessidade de uma maioria absoluta para governar o país. Só perante factos e protagonistas concretos é que poderia responder-lhe.

Protagonistas concretos? A senhora e o Eng. Sócrates.

Mas esse protagonismo é absolutamente inviável, porque se há pessoas diferentes no país somos eu e o Eng. Sócrates. Há casamentos que à partida sabemos que não funcionam... (...)"


Ver entrevista na íntegra: Aqui

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Saber falar


Chego de Roma a Lisboa e a primeira coisa que vejo à frente da minha casa é o novo cartaz da Manuela Ferreira Leite, eu que tinha deixado a capital de Portugal inundada das assinaturas do Vital Moreira.
A Manuela Ferreira Leite, líder pouco carismática sem capacidade nenhuma de falar para as massas, é uma pessoa vista com uma certa desconfiança, isso tudo é verdade. Ninguém gosta do colar de pérolas, já Condoleezza Rice fazia deste uma marca e a Margareth Teacher combinava-o com os seus blazers, ou seja típico do conservadorismo politico feminino. Mas eu quero lá saber se o colar fica bem ou fica mal, estou mais preocupada com a crise.
No Semanário Expresso desta semana, havia um artigo, ou melhor um comentário, pouco simpático a este cartaz, feito por publicitários, exprimindo a sua abastada neutralidade e simplicidade. Eu até acho que isto não é mau de todo, porque o eleitorado português, numa maneira geral como o europeu, e graças a Deus ao contrário do americano, têm uma visão menos emotiva das eleições. Esse pragmatismo foi notório na péssima campanha eleitoral de Manuel Maria Carrilho e do menino Dinis e da mãe Barbara Guimarães.
Já estou farta de ouvir sempre a mesma conversa que não deixa de ser irracional, a MFL não é uma boa politica porque não sabe conquistar o povo, então segundo este silogismo podíamos por Cristiano Ronaldo à frente de um partido? Mas afinal o que esperam da MFL? Querem um líder que saiba falar para as massas? Querem ser as massas? Hitler também falava bem. Um líder que saiba contar mentiras, fala sempre bem, engana sempre bem.
Se há coisa que MFL tem é transparência e não ter medo de expor as suas ideias mesmo que estas não sejam favoráveis para a campanha, isso é admirável e muito raro.
Não quero um Primeiro Ministro fruto de marketing politico ou criação de um Luís Paixão Martins.
Já agora, eu gosto do cartaz.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Dama de Ferro - por João César das Neves

Manuela Ferreira Leite e a crise, na perspectiva do economista João César das Neves. Vale a pena ler principalmente para aqueles que não se querem deixar influenciar por lideres de massas, frutos de marketing políticos.
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Dama de ferro
Olhando para a evolução económica dos últimos anos, vemos um facto central para a escolha nas próximas eleições que tem passado despercebido. A principal fragilidade de Portugal no actual contexto de crise mundial vem do enorme endividamento. O total da nossa dívida ao estrangeiro (posição de investimento internacional) é de 100% do produto nacional, tendo explodido dos 8% que tinha em 1996. O acréscimo este ano (balança corrente e de capitais) será de 7,9% segundo a previsão do Banco de Portugal.

O caminho que nos trouxe aqui é curioso. A balança estava equilibrada quando Guterres tomou o poder em 1995 (défice de 0,7% do PIB). A enorme degradação que se seguiu atingiu 9% do PIB em 2000, um desequilíbrio pior que o causado pelo 25 de Abril. Esse fiasco fez cair o Governo. O novo executivo, com Manuela Ferreira Leite nas Finanças, entrou em Abril de 2002, recebendo o défice de 2001 de 8,6%.

A política da «dama de ferro», como foi chamada, conseguiu reduzir para metade esse buraco (4,2%) em 2003. Mas a linha não teve continuidade. O Governo saiu em Julho de 2004 e no fim do ano o défice externo já subira para 6,1%. Desde que Sócrates está no poder tem flutuado entre os 8% e os 10%.

A única pessoa que nos últimos 15 anos enfrentou este grave problema foi Manuela Ferreira Leite. Ela é o rosto da austeridade, dureza, solidez. Assim nas próximas eleições, para lá da escolha entre partidos, há uma questão psicológica nacional interessante. Será curioso ver a escolha que os portugueses farão, porque indica o caminho que querem seguir na crise.

João César das Neves naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt